Orixalidade…

Ao conhecer a minha orixalidade, que se desvelou ser bara lodé minha cabeça, oxum docô o meu corpo e xangô agodô meu orixá de passagem. Estes três compõem na minha experiencia uma orixalidade de força. Isso me leva a pensar de que preciso começar a manter minha força física para que essa suporte a responsabilidade aricana. Ao conhecer meus orixás, me levou inevitável à busca de informações sobe o mito que cada orixá e o que representa para a cultura de matriz africana. Uma busca de inicio curiosa transformou numa busca ao reencontro do meu ser. Aos poucos e a medida que a intimidade com minha orixalidade foi se desenvolvendo, como por exemplo: fazer a saudação – “alupo” para bará – toda segunda feira que é o dia dedicado a este orixá. Usar vermelho a cor que representa minha cabeça com o intuito de buscar energia para enfrentar alguma situação do cotidiano. Mesmo sem saber se é permitido mas sempre que em algum momento de vida eu precisava de força eu saudava o meu orixá da cabeça. Este processo nasce da busca das informações disponíveis sobre meus orixás e esta busca é no senso comum, na internet. Só que isso não basta para que eu construa a minha identidade eu sinto a necessidade de reviver o mito, de saber porque este orixá se constitui desta forma e o que isso tem relacionado com minha vida, com minhas escolhas e meus caminhos.

O sentimento que tenho é que não só eu pertenço a uma identidade, mas como esta identidade pertence a mim. Que eu não só ganhei um orixalidade, mas que esta está sendo construída. A vaidade é despertada também com a idéia de conhecer os mitos e feitos dos meu orixás. Um processo que caminhará comigo ao longo de minha vida toda. Processo que numa constante me oferece um campo para me repensar e experimentar. Processo que não muito distante na minha cabeça se assemelha ao processo de psicoterapia. Onde a pessoa e favorecida de em algum ponto provocada a pensar novas possibilidades de ser e de existir em seu mundo em relação ao outro.

Pablo Carvalho

CRP:07/202323

A criança…

Diante de minha existência lado a lado com as crianças aprendi que: passado, presente e futuro é coisa de adulto… crianças enxergam o mundo com criatividade, o que ao meu ver, é o aspecto mais eficiente da inteligência.  Esta criatividade de ver e estar no mundo da criança, passo a passo é tomado delas por nós adultos. Porque somos em comparação; célula por célula mais burros, menos criativos, mais tristes, (pré)ocupados, controladores, enfim… tentamos de uma maneira pobre compensar, nossa criatividade que um dia nos foi tirada por outro adulto!

Eu sempre brinco que só existe um ser que eu respeito no mundo: as Crianças. São elas os organismos mais inteligentes do nosso planeta. Digo inteligentes porque:

“Inteligência pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um âmbito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria. Conforme a definição que se tome, pode ser considerado um dos aspectos da personalidade.” (wikepédia, desculpem  não achei meu livro que fala disso) 

Então o que possui um criança? Resolver problemas… ih é com elas, se não tem brinquedo elas o inventam, qualquer pedacinho de coisa alguma vira uma nave espacial, um carrinho ou uma pessoa. Sabedoria? Chega a ser demais, uma criança ao saber que seu colega não tem merenda, vai lá e oferece a metade da sua pro outro. Ta eu sei que agora devem estar pensando, mas o “fulaninho de tal” não é assim como o ele ta falando, essa criança ai não existe: porque agora elas só querem videogame, computador e não dividem nada com ninguém. Sim caro leitor, eu sei que as crianças hoje em dia estão cada vez mais “adultizadas” digo isso porque elas sofrem constantemente a interferência dos adultos. Seus pais, cuidadores aqueles que estão perto delas, cada vez mais querem ensinar para elas o correto… Correto? no ponto de vista de quem, de um adulto? Correto pra criança é criatividade e não a repetição de padrões. Ok, você esta pensando? Isso se conseguiu ler até aqui… mas caro amigo (já que leu até aqui posso já lhe chamar de amigo), o que fazer? Aprenda com esta criança que esta perto, ao invés de sufocalá com padrões seus que já deixaram de ser criativos a muito tempo e se tornaram pobremente repetitivos. Pare um momento pra escutar o que esta criança tem a dizer. Eu acredito que ela lhe proporcionará um banho de sabedoria e um novo rumo à possibilidade de ser mais inteligente, segundo o conceito acima. Adulto, escute uma criança, talvez esta possa ressuscitar a sua criança e lhe tornar mais inteligente. Já pensou como seria legal em sua vida uma maior capacidade de resolver problemas, raciocinar, planejar…

O guri da foto é o Pedro, meu primo² querido.

Pablo Carvalho

CRP: 07/20232

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Gestalt-terapia???


A Gestalt-terapia, sofrendo influências dos conceitos da Psicologia da Gestalt, incentiva a formação flexível de gestalt sucessivas, adaptadas à relação sempre flutuante do organismo como o meio, num ajustamento criador permanente. Ufa! A gestalt-terapia poderia ser assim definida como a arte da formação de boas formas, no sentido de melhor adaptadas para o organismo que as percebe. Pode-se considerar que a Gestalt-terapia germinou no espírito de Frederick Perls em 1940, na África do Sul. Quando imigrou nesta mesma época para a América com sua esposa Laura Perls, que era membro da escola Gestáltica da qual Perls sofreu grande influência, integraram-se a um grupo de intelectuais não conformistas com o sistema vigente, entre eles, o anarquista Paul Goodman, Isadore From, Paul Weisz e Ralf Hefferline.

A Gestalt-terapia fundamenta-se no Existencialismo porque muito próximo da Fenomenologia, absorveu o que a maioria das terapias existenciais considera importante, o encontro existencial interpessoal. Um encontro existencial visa a auto-atualização e a gestalt-terapia considera todo o campo biopsicosocial, incluindo organismo/ambiente inter-relacionado com o visível/não-visível como importante. Pode ser considerado “existencial” tudo que diz respeito à forma como o homem experimenta sua existência, a assume, a orienta, a dirige. A noção de responsabilidade de cada pessoa que participa ativamente da construção de seu projeto existencial em sua relativa liberdade. Existencialismo como ética, sustentada pela liberdade, a ação da liberdade é um ato consciente, uma awareness, uma escolha. Sempre uma ação que parte do indivíduo sem esquecer que este é produto e produtor de seu meio intrinsecamente.

A Gestalt-terapia é fenomenológica por ser centrada na descrição subjetiva do sentimento (awareness) do indivíduo. É mais importante descrever do que explicar: o “como” precede o “porque”. O essencial é o processo que está se desenvolvendo aqui e agora. Fenômeno é o que se torna luz, o que se apresenta, traduzido para a Gestalt é aquilo que damos significado, damos sentido ao mundo; sem consciência não há mundo e sem mundo não há o nós. E este sentido/fenômeno/awareness é único, irrepetível e exclusivamente próprio . O sujeito só percebe e dá significado se há intencionalidade, a subjetividade vai se constituir a partir desse movimento e com essa posição fenomenológica podemos justificar o “aqui e agora” da Gestalt-terapia. O presente é ao mesmo tempo o passado, o presente e o futuro o momento é também uma escolha existencial. Neste momento estão minhas experiências, meu self, meus projetos, meu biológico, frio/calor, medo/paixão e tudo que me rodeia. O passado está em mim, na minha fala, na minha respiração, nos meus movimentos e na minha expressão. O passado é reestruturado em cada momento existencial. Sua proposta é que cada pessoa atinja uma real percepção de si como um ser em relação, uma reflexão sobre o tipo de sociedade que vivemos e em que base ética estamos fundamentados.

Assim, a Gestalt-terapia não é uma terapia de ajustamento, mas de auto-realização. Crescer neste sentido é buscar desenvolver seus próprios recursos, dons e talentos especiais. Desta forma, o conceito de psicoterapia pode ser entendido e substituído pelo de crescimento. Ampliar a consciência é assumir e aceitar a responsabilidade por suas próprias escolhas; acreditando em nós mesmos podemos acreditar no outro e no mundo. Podemos dizer que ela também é uma terapia da criatividade onde, novas formas de se ser, surgem durante o processo terapêutico. Alertando sempre para a milhões de possibilidades que coexistem em cada decisão de vida que tomamos.

Gostaria de comentários perguntas criticas a respeito deste escrito, afinal de contas é somente a minha visão dentre tantas outras possibilidades de se compreender a gestalt-terapia. Acredito que possibilidades é o que resume pra mim a gestalt-terapia, ela me abriu e sempre me abre varias formas de perceber o mundo, o outro e a eu mesmo!

Pablo Carvalho

CRP:07/20232

Cultura Negra

Comunidades tradicionais de terreiro

“É preciso dar visibilidade aos elementos da cultura negra e suas contribuições na nossa sociedade, também alertar para o racismo velado que ocorre nos conhecimentos, nas pessoas em todo lugar. E para diluir este racismo é preciso desorganizá-lo e com estas desorganizações possamos pensar novas organizações que realmente pensem de forma pós-moderna, se abrindo ao novo e diferente, fluindo com a fixidez de pensamento. Precisamos entender que o negro é diferente sim e que deve ser além de respeitado, compreendido em sua grandeza cultural e soberania subjetiva.” (Trabalho de Conclusão de Curso – Psicologia PUCRS 2011/2)

Pablo Carvalho

CRP:07/20232

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Para começar…

Autobiografia

Me chamo Pablo Pinto Carvalho nasci no dia 23 de outubro de 1977 em Porto Alegre. Torcedor do imortal tricolor por influência de toda a família e por ver meu time desde piazito ser campeão. Sempre fui uma pessoa voltada para as artes. Desde pequeno fazia muita arte, em todos os sentidos. Artista plástico por indicação de minha mãe, professora já aposentada, mas não menos ativa. Pelo pai puxei mais o lado de ser curioso e investigativo. Pai professor até hoje, leciona na Faculdade de Biociências da PUCRS. Estudei Relações Publicas sem concluir o curso, foi lá que conheci a ciência da psique, do comportamento e das relações. O que atualmente estou aprendendo ser muito mais que isso. Decidi que voltaria para academia somente cursando Psicologia. Trabalhei com arte digital desde o início das câmeras de vídeo digital, lá por volta de 1999. Atuei em algumas produtoras de vídeo do mercado da capital.  Atualmente como hobby e fonte extra de rendimentos trabalho como fotógrafo.

Perdas importantes aconteceram ao longo da minha vida, uma delas meu irmão mais velho, amigo e companheiro. Durante muito tempo trabalhei como sócio em uma produtora de vídeo a qual tive que abrir mão para me dedicar mais tempo para a academia. Ingressei na graduação de psicologia e logo em um grupo de pesquisa como Bolsista de Iniciação Científica do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) já que uma formação humana é preciso antes contemplar conhecimento já por outros produzido.

Por isso acredito muito em uma Psicologia promotora de saúde e que respeite e aprenda com as singularidades de cada indivíduo sem esquecer sua porção biológica, social e espiritual. Escutar o outro em seu mundo e cuidadosamente e com muito carinho iniciar na jornada criativa de fazer parte na compreensão deste mundo ou porque não, mundos. Já que o ser humano é vivo e a vida não se apreende nem se consegue capturar através de uma única lente.

 Acredito ser isso de forma resumida um pouco da minha vida e de seus aspectos importantes para mim.

Muito obrigado!

Pablo Carvalho

CRP: 07/20232

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